RESULTADOS OPEN CALL 2026 – Residências artísticas
Uma casa, uma casa que nem fosse um areal deserto
Nau Ivanow (Barcelona) + Edifício TEP (Porto)
16.03.2026 — 10.04.2026
UMA CASA, UMA CASA QUE NEM FOSSE UM AREAL DESERTO é um projeto de residências artísticas que tem como principal objetivo apoiar o primeiro momento de pesquisa de projetos artísticos emergentes da cidade do Porto.
Em 2026, o TEP — Teatro Experimental do Porto lança uma bolsa de criação em parceria com o FITEI — Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica e a Nau Ivanow (Barcelona), destinada a artistas e coletivos em fase inicial de desenvolvimento de um projeto artístico.
RESULTADOS
Monólogo a duas é uma performance interdisciplinar que tem como principal ferramenta o teatro. Trata-se da encenação de uma sessão de terapia semi-ficcional em que a personagem principal interage com a sua terapeuta (que não está presente) através de um diálogo/monólogo acerca da sua vida profissional enquanto artista. Partilha com ela as suas preocupações relacionadas com a precariedade e a desvalorização do trabalho artístico, o estigma ligado ao trabalho fora da área, frequentemente feito em paralelo por necessidade, assim como inquietações sobre a obrigatoriedade do trabalho. A música entra nesta performance não só no formato de sonoplastia, mas também como elemento performático, mostrando o trabalho invisível, o processo de práctica do instrumento, que normalmente fica fora de cena.
Balolas Carvalho é jornalista, realizadora e produtora portuguesa que atua na interseção entre Direitos Humanos, Assuntos Internacionais e movimentos decoloniais. Agitadora cultural, dedica-se a contar histórias e a criar espaços de resistência, memória e reinvenção, explorando o cinema como ferramenta de articulação coletiva, ética e transformação social. Fragmented, curta documental co-realizada com Tanya Marar, acompanha um pioneiro do jornalismo em Gaza, ex-prisioneiro político, que após 25 dias de genocídio decide abandonar a sua terra e partir para Malta, tentando garantir um futuro para si e para a filha. O filme confronta o custo humano da ocupação israelita e a luta por justiça na Palestina. Foi selecionado para 15 festivais em 7 países, incluindo o 68.º SFFILM Festival, e venceu o Prémio de Melhor Filme Anti-Guerra no Greece International Film Festival.
Catarina Soares Barbosa é designer gráfica e tipógrafa, licenciada pela FBAUL, com formação internacional na Finlândia, Irlanda, França e Bélgica. Trabalhou nos R2, colaborando com instituições como o Teatro Nacional D. Maria II, Museu de Serralves e Évora 2027, e integrou a equipa da Casa da Arquitectura. Acredita na possibilidade do design e da arte como ferramentas para o questionamento e mudança. Entre desenho e fotografia, impresso e digital, estático e animado, fugindo do ecrã e experimentando tipografia, texturas, movimento para construir o tangível, o mutável, o frágil, vê sempre seu trabalho como um meio, uma ferramenta de luta, resistência e desafio que procura invariavelmente um ponto de interrogação no final da linha.
Josué cresceu a estudar música através do canto, guitarra e saxofone. Estudou na ESMAE, integrando a Big Band, como saxofonista e arranjador. Estudou Composição Jazz em Bruxelas, experiência que motivou a criação do grupo Vazio e o Octaedro, cujo disco de estreia saiu em 2022 pela Porta-Jazz. Recentemente, criou As pedras têm entranhas?, projeto que se dedica à criação de música inspirada em poesia sobre a Palestina. Integrou o Laboratório de Teatro e Política e atualmente colabora com o TEP.
Fora da Música, conceptualizou e participou nas performances Monólogo a duas e Battir, casa de pássaros contadores de histórias, ambas no contexto do micro-festival Eureka!, organizado pela Porta-Jazz
Tem estado à procura de descobrir a que soam a Liberdade e a Resistência, em geografias mais ou menos distantes entre si, de mãos e ouvidos abertos.
https://www.instagram.com/balolas_c
Duração: NA min.
Classificação etária: M/NA
Preço: € NA